domingo, 18 de março de 2012

Rivalidade Feminina, porqueeê?

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Eu tenho certeza que na maioria dos documentários que assisti sobre animais, são os machos que disputam o coração e o direito de usufruir do corpitcho das fêmeas mediante embate  - muitas vezes quase mortais - com outro macho. É bem legal que a maioria dos comportamentos pluri-gâmicos do homem são respaldados pela necessidade animal de ver seu legado à frente, masssssssss, quando se trata de modelos fêmeas, ou ,MULHERES do ponto de vista de quem tem o polegar opositor, a coisa vira do avesso e não há história animal que possa explicar certos comportamentos humanamente femininos.

http://pensar-seasi-mesmo.blogspot.com.br/2011/08/por-que-as-mulheres-sao-tao.html 

É bem normal no mundo animal ver fêmeas dividindo o macho, já na nossa sociedade humana intelectualmente "desenvolvida"....................... o bicho pega!

Em uma época de culto a bunda, os verdadeiros bastidores desse arsenal de mulheres pseudo-resolvidas é o Culto ao "Falo" em tempos de escassez homífera. Daí rola uma guerra feminina de disputa x proteção do "meu homem". É a corrida pelo pênis de ouro!

Essa coisa de briga em relação a homem é um dos muitos exemplos porque mulheres rivalizam em todos os setores: na família, no trabalho, nos relacionamentos, nas amizades e o fazem das mais diversas formas: xingando, dissimulando, fazendo fofoca e intriga, mandinga (tem mulher que adora mandinga gente, sério, essa coisa de "trago seu amor em 3 três dias" não ganhou repercussão à toa) ou só turbinando um "olhar do mal".

Mas porquê, meus Deuses??? Porquê? 
Porque os homens conseguem ser mais honestos e parceiros entre eles 
e as mulheres rivalizam entre si?

Não credito que exista no mundo uma mulher que seja igual a outra, embora é bem comum as próprias mulheres buscarem referências entre si, e sinceramente, acredito que seja isso que as complica. Falta amor e respeito do feminino para com o próprio feminino. Talvez por isso, ainda temos homens que não reconhecem a verdadeira beleza de uma mulher, pois as próprias mulheres não sabem o que isso significa.

O que vemos são mulheres-objeto, mulheres-mãe, mulheres-corpo, mulheres-poder, mulheres-status............. todas co-dependentes de uma identidade que lhes dê a devida referência sobre si mesmas.

Eu entendo essa rivalidade feminina, assim: comentei no post anterior, que nós, mulheres, temos muitas facetas, mas normalmente nos agarramos como um piolho a uma ou duas e ignoramos todas as outras aos quais nosso julgamento repele, mas que nem por isso, deixam de disputar espaço acirrado dentro de nós. Daí o que acontece? Você topa com aquela gata, morenaça, 1,80, pernas torneadas, bundão, peitão olhando pro teto (sem silicone que é pra incomodar mais), cabelos de comercial de TV, sorriso lindo, expansiva....... e na cabeça da mulher-que-baba: Piraaaaaanha!

E a gente daqui fala: Despeitooooooooo!!!!!!

"Noivas em Guerra", me recuso a assistir.

Há um mulherão dentro de cada mulher. Entendo esse aspecto muito mais como a incorporação de uma energia do que de uma forma física, caso contrário, toda gostosa seria um mulherão e sabemos que isso não é um fato. Muitas mulheres se acreditam mulherzinhas, daí quando vêem aquele aspecto interno - trancafiado a sete chaves - andando por aí, querem quebrar o espelho.

Resumindo: a mulher briga com ela mesma. Xinga e quer puxar os cabelos de seus aspectos internos espelhados na amante, na intelectual, na santa, na puta, na ousada, na tímida, na periguete, na tchutchuca, na executiva, na super mãe,  entre muitos outros. Vamos conversar, que o que não falta é aspecto feminino mal  resolvido, eu que o diga!

Ops! Outro fato importante a ser citado é que todas nós queremos ser o centro do Universo! Se não for o universo de um homem, pode ser o de amigos, o da família, o do trabalho.... Mulher tem uma necessidade estranha e absurda por atenção, quando ela consegue isso em algum desses universos, a coisa tende a ficar mais calma em outros setores, mas-porém-contudo-portanto-e-entretanto, quando se juntam duas ou mais que não têm essa "conquista universal", o ringue tá armado.

Láaaaaaa no muito antigamente existiam sociedades de mulheres belíssimas.... só fazendo uma TVP para se entender onde começou essa guerra sutil feminina. Enquanto isso a gente vai se debatendo, esmurrando espelhos, quebrando, entortando e um dia a gente se concilia com eles, ou elas.

Monik Ornellas

quinta-feira, 15 de março de 2012

O que VOCÊ anda falando por aí? VERBORRAGIA?

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Estou sempre por aí, observando o que a galera fala... então... foi nessa pegada que comecei a escrever sobre algumas VERBORRAGIAS muito usadas, aliás, são mais de usadas, elas passaram a fazer parte da identidade das pessoas.

É interessante que, com exceção das pessoas que são vidradas na onda do pensamento/fala positivos, muito pouco a galera se atenta a como ou o quê se fala. Acontece que, da mesma forma que um comportamento fala sobre uma pessoa, quando ela repete algo diversas vezes, aquele algo também começa a contar sobre sua realidade – mesmo que inconsciente -, e tenho certeza que muitas pessoas gostariam de mudar a realidade em que vivem.
Então, esse é o objetivo do livrinho: trazer à tona a realidade paralela que esses “ditos” expõem.


Deixar de falar essas frases muda as coisas? Não é exatamente uma questão se falamos ou não, falar de vez enquando é uma coisa, mas usá-las para tudo – como a galera anda fazendo – é que não é legal.
A verdadeira questão é a atitude ou a falta de atitude por trás delas. Você deseja ser um eterno duro na vida? Se sua resposta é não, então não basta somente parar de falar “não tenho dinheiro”, mas comprar sua criatividade, capacidade e fazer as montanhas se moverem à sua volta, pois, se você entender que quem cria o dinheiro é você, ficar repetindo “Não tenho dinheiro” para tudo que deseja, mina a essência de uma pessoa realizadora.
Amanhã vou reunir amigos, colegas, clientes, alunos e quem mais vier para comemorar o nascimento do pequenino, porém grande livrinho VERBORRAGIA. Você está convidado a aparecer por lá!


Valor do Livro: R$ 19,00
(Valor sem frete)
O frete deverá ser calculado e pago a parte, por depósito bancário.

Formas de Pagamento Aceitas:






Abração!

sábado, 10 de março de 2012

O Mito da Mulher Poderosa

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Acabei de ler uma notícia no Testosterona sobre mais um programa que irá tratar sobre a sexualidade feminina, contada por mulheres ditas "poderosas", em conjunto, dias atrás foi o Dia Internacional da Mulher... E como objetivo de tornar toda mulher cada dia mais "bem resolvida",  agora está na moda falar sobre peito, bunda, sexo anal, a qualidade do papai-mamãe ou, fazer ou não, um menagè.


Absolutamente nada contra falar de sexo (os proibidões que o digam, né verdade), mas o lance é o uso desse mote simplesmente porque ele aumenta audiência, além do reforço de um estereótipo feminino ilusório que cria modelos a serem seguidos na cabeça das pessoas.

Sinceramente, não só essa coisa de Mulher Poderosa, como um dia para as Mulheres, pessoalmente, acho uma grande.... babaquice!!!


Quanto ao Dia das Mulheres, é dispensável falar sobre ele, o vídeo da Acid diz tudo.


Mas, vamos lá, o que é uma mulher Poderosa mesmo??? Um mulher segura? De bem com sua sexualidade, de gozo fácil? Super tranquila e bem resolvida se dá no primeiro encontro ou não, sem neuras quanto ao pagamento da conta, que arca com suas despesas? Bem sucedida? Gostosa?

Quem raios é essa tal de mulher "poderosa" que todos falam e tantas mulheres querem ser? Será que é daquelas que vestem preto e usam salto ou conjuntinho de saia e terninho? Estão sempre de bem com vida, ou se não estão, sabem sempre onde querem estar?

Essa história de modelo de mulher poderosa, é um abismo comportamental, pois todo "modelo" vêm com comportamentos pré-definidos. Entendeu? Não? Vou exemplificar. Para que eu incorpore o Modelo de Mulher Poderosa, é premissa, atender a alguns itens: ser um objeto de desejo 24hs por dia, ser difícil, passar um ar de segurança constante, ter todas as respostas, senão, alguma saída pela tangente muito bem bolada, ser inteligente, não amolecer jamais, ser boa de cama 100% das vezes, decidida sobre o que gosta, como gosta e por que gosta.... e muitos etcs. Se você deseja ser uma mulher poderosa, tem que sustentar todo esse jogo ae, sacou?


Eu não sei você, mas eu não acredito que essa mulher exista. Acredito sim num estereótipo que o mundo criou sobre as mulheres vistas de um só ângulo: aquele que ela quer mostrar. Também acho que muitas de nós gostaríamos de ser assim, mais poderosas por pura proteção, como um escudo que nos impediria de sofrer e nos machucar, mas não é real e nem evolutivo.

Algumas mulheres gostam de incorporar o ar fatal como se fossem inatingíveis, tem aquelas que são descoladas sexualmente, do tipo "não tenho tabus", tem as santas, as pseudo-santas, as cachorras, as falsas cachorras, as menininhas, as mulheronas, as "maduras", enfim, eu poderia citar aqui no mínimo umas três páginas sobre tipos de mulheres que existem por aí, mas em verdade todos esses tipos existem ao mesmo tempo dentro de TODAS nós. E isso me lembrou um texto fenomenal do Gitti sobre essa visão multi-facetada feminina (Como trair sua mulher com ela mesma).

Eu entendo que como mulher, posso escolher qual desses papéis quero me "vestir" para passar uma imagem x para o mundo, dependendo do dia e do meu estado de espírito. Mas há muito mais aqui dentro: há aqueles papéis que julgo e repugno - e por isso mesmo têm enorme influência sobre mim -, há aqueles que admiro e não me servem, muitos que gostaria de sentir na pele e tantos outros que estão aquém dos meus desejos.

É um universo interno tão vasto e profundo que me limitar a uma imagem de mulher poderosa é reduzir milhões de possibilidades à um só padrão de comportamento. É não satisfazer o desejo interno e sim corresponder ás expectativas de uma sociedade que quer qualificar, segmentar e rotular seres humanos que são uma miscigenação global, em tempos de internet. Seres esses, que assistem a programas e seguem modelos de "poder", mas choram por dentro com fome de amor.

Eu entendo essa "Mulher Poderosa" como uma máscara. Uma visão vijandona de uma mulher mítica amazona soberana-inalcansável-multi-orgástica-bem-sucedida. Ela existe em outra dimensão com certeza, mas não nessa aqui.

Nosso poder sempre se afoga diante das emoções.

Nessa dimensão 3D densa pakas, nosso poder está em arcar diariamente com um monte de emoções pra lá de doidas, onde temos que lidar com os apegos aos nossos relacionamentos, onde precisamos mostrar - para nós mesmas - que somos capazes o suficiente o tempo todo, onde precisamos de uma ligação ou uma mensagem ridícula de um carinha para ficar feliz e achar que a vida faz sentido, onde a doença de um filho desconserta o mundo, onde em dias de hormônios aos pícaros, um levantar de voz nos enche os olhos de lágrima, onde aquele vestido nos dá a sensação de conquista do mundo entre tantas outras sensações únicamente femininas e inrotuláveis por qualquer padrão social.

O real poder de Mulheres e Homens, é saber lidar com esse contingente de situações que surgem diariamente em nossa vida. E nós nunca, nunca estamos preparados, por mais que se tenha vivido. E acho bom que assim seja, senão a vida seria um saco!

Dessa forma, eu vejo poder numa mulher quando ela se permite ser receptiva exercitando sua natureza, quando é sincera com seus próprios sentimentos e amorosa com seu corpo, quando se torna livre das expectativas sociais em relação ao papel feminino, além de ser ela mesma, do jeito estranho que ela que for... Se isso é ser poderosa, haribô, descolada ou bem sucedida? Não faz a menor diferença.

Abraço
Monik Ornellas

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Generalizando os Gêneros

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"Nós homens não ligamos se você atende a ligação de um amigo, mas se fica toda animadinha........." blábláblá!

Já umas quatro vezes li desses textos que descrevem o que os homens gostam, com o quê se importam ou deixam de se importar, e o mesmo tipo de texto para os pseudo-pensamentos-femininos.

Vamos e convenhamos, bullshit! Uns ligam, outros não, uns quebram o telefone, outros se importam mas não dão na pinta, enfim, essa generalização do que homens e mulheres gostam é meio sem noção.

A galera juvenil com os hormônios à flor da pele fica lendo esses artigos e chegam nas gatinhas pensando que sabem o que NÃO sabem!

É como o povo que viveu dois, três relacionamentos medíocres e pensam que todos são assim, como o cara que foi traído e fala que toda mulher é traíra, como a menina que saiu com um sacana e vê todo homem que se aproxima como um safado (ok, eles são safados... e nós também, rs, mas em níveis e conotações diferentes de safadezas, rsrs).

Eu percebo essas generalizações - e sim, dá pra ver muito delas nos comportamentos - como ausência de autoconhecimento, ou, medo de assumir perante um grupo que você pensa e sente diferente, mas esse diferente não é aquela coisa de usar roupa colorida ou black, maquiagens ou trejeitos ou ter idéias não embasadas somente para gerar polêmica, não, isso na verdade é buscar identidade dentro de um grupo específico também.

O que estou falando é quando a gente tem conhecimento em prol da própria causa, exemplo: todo mundo diz que mulher adora comprar, mas eu detesto shopping! Quando tenho que sair para comprar algo pra mim também não gosto de carregar amiga. Não tenho paciência de ficar escolhendo as coisas, acho um saco.

Então antes de generalizar vá testar se você gosta de x coisa, se realmente pensa sobre y outra coisa, conheça pessoas diferentes, experiencie e aprenda a escutar. Mesmo depois disso tudo, suas opiniões não serão certas, mas serão as suas. O que deixa o mundo rico é a diversidade de pensamentos, comportamentos e pontos de vista.

Como no vídeo do seu Fernando que fala de Relacionamentos, é bem legal, mas é também só um ponto de vista sobre relacionamentos: o dele. Nem todos os casamentos são assim, ainda mais hoje "nos tempos modernos". Assiste aí!


E olha, nada de querer ser diferente só pra chamar atenção também, é a maior furada, você vira um fake de si mesmo. A pior coisa que existe é quando perdemos nossa própria referência.

Abração!
Monik Ornellas

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Não quero Compromisso... Humrum, sei.

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Aproveitando essa vibe de carnaval onde a pegação rola solta, para falar do bloco dos "Não Quero Compromisso"

Essa frazesinha já está virando mantra, dá até pra fazer um daqueles funks do youtube que a galera tanto gosta "Nã, nã, não quero compromisso, misso, misso, misso... não, não, não quero, não quero compromisso", rs. Ou quem sabe uma marchinha de carnaval.

A verdade por trás dessa singela frase.
Sinceramente? Não acredito nem um pingo nisso. É claro, existem casos e casos. Tem pessoas que quando acabam de sair de uma história complicada precisam de um tempo sozinhos (eu sou assim), tem aqueles que curtem uma vida de solidão, aqueles que estão afim de pular de uma cama para outra, enfim, não é sobre essas pessoas que estou falando.

É sobre aquela galera que a gente vê sempre na busca, sempre em rolos, daí quando estes não dão certo, me saem com a deixa do "Agora não quero mais compromisso". Tipo, a coisa ficou mal resolvida pacas e o fulano ou fulana acham que se isolando de um relacionamento estarão isentos de sofrer.

Você acha que a ausência de compromisso vai evitar que você seja rejeitado(a)?
Você realmente acredita que a ausência de compromisso, vai impedir que você se apaixone?
Que não sinta a dor de quando não é correspondido? Ou até que você seja correspondido, mas não tenha que arcar com todos os encargos que qualquer tipo de relacionamento - qualquer um -, seja curto ou longo, com envolvimento ou não, trazem à tona?

Isso não é relacionamento, é prisão.
Cara, nós somos humanos! A gente se envolve só em olhar às vezes, não há controle para isso! E o pior é, que quanto mais desejamos NÃO nos envolver, mais nos enrolamos no novelo, porque na verdade, lá nos fundilhos dos corações ansiosos, todo mundo tá muito afim de VIVER! Precisamos de emoção, de uma adrenalina para sentirmos que estamos vivos e uma das adrenalinas mais viciantes que temos são os relacionamentos afetivos, porque tem essa coisa da troca, do cheiro, do envolvimento além daquilo que compreendemos. E embora todo mundo tente entender tudo, as melhores experiências são aquelas onde pouco entendemos e por isso vivemos de forma intensa e profunda.

E é essa intensidade e profundidade que todo mundo procura - mesmo inconscientemente -, mas que no fundo tem medo, medo de que acabe. Medo do descontrole, medo dos danos causados pelo apego à essa montanha russa emocional. Basicamente medo de viver a um ponto de não poder viver sem.

Essa coisa de eu com você, você comigo, mexe com hormônios, feromônios, exaltam felicidade, êxtase, alegria, massss, quando as expectativas não são correspondidas tudo isso se transforma em mágoa, sofrimento e pessoas dizendo não querer se envolver, porque não querem mais sofrer.

Filme perfeito para ilustrar o tema desse post.
O lance de ficar cantarolando por aí que "não quer compromisso", cria para nós um auto impedimento de viver estórias de maneira livre e descompromissada até ver onde elas chegam, e se chegam.

"Não quero compromisso" pré-supõe uma expectativa oculta de que exista um compromisso, logo, cria-se uma armadura. É como se entrássemos em qualquer rolo com 2 pés atrás, uma faca em cada tornozelo e vários golpes de defesa em mente, o malandro fez "que talvez" a gente saca um golpe!

Daí perdemos oportunidades fenomenais de viver histórias incríveis, simplesmente porque nosso emocional grita e o racional acha que toda estória terá o mesmo fim trágico, esquecendo que quem constrói os enredos somos nós.

Sei lá, acho que o povo tá achando que quem não quer compromisso dá um status de gente maduravivida.......... Gente madura paga pra ver e gente vivida, vive.

Amigo não rola colocar só a cabecinha! Ou tu cai dentro da bagaça ou não sai pra brincar! Isso é discurso para se viver uma vida-meia-boca, meia montanha-russa, meio bungee-jumping.

Então esse post é para que você viva! O que tiver que viver, da forma que for. Ás vezes dá certo, outras não, mas a prática diz que vamos ficando cada dia mais maduros no ato de se relacionar quando nos permitimos e com isso, nos tornamos melhores construtores de bons relacionamentos.

Eu, saio toda estrupiada, no último levei uma surra emocional que fiquei meses catando cavaco. Não me arrependo de nem um segundo e se a oportunidade se faz, estamos aí. Vim, vi e vivi.

Abração!

Monik Ornellas

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Como ser melhor que a ex dele?

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A-ha! Se você pensa que vai ler formas mirabolantes de se tornar um mulherão para desbancar a outra, ou, vai aprender umas mandingas para afastar a ex, tá no blog errado fia!

Esse é o título de uma matéria que vi hoje de manhã e não, eu não li a matéria, me recuso, só o título me causa convulsões emocionais. Mas sei que é o chamarisco perfeito para milhões de mulheres.


Então:
Não há como você ser melhor que a ex dele! Já lhe ocorreu o pensamento: que se ele está com você, é porque a ex não tem os atributos que VOCÊ TEM?

Não há como ser melhor que a ex dele; só há como ser você mesma.

Não há como ser melhor que a ex dele; qualquer grau de comparação entre você e ela, já detona com parte do seu relacionamento.

Não há como ser melhor que a ex dele; só esse pensamento, cria um triângulo amoroso que coloca a ex entre você e seu “amado”.

Não há como ser melhor que a ex dele; você está mais interessada em ser feliz com o cara, ou competir com a outra?

Esse é o tipo de pensamento ou preocupação, que só traz à tona a insegurança da mulher e quanto mais inseguras, menos autênticas tendemos a ser, consequentemente,  mais jogos e maquinações tendemos a criar pela própria insegurança. Fora os pensamentos ilusórios sobre fatos que só ocorrem em cabeças femininas!

Seja você mesma, esteja presente com seu namorado como se só houvesse vocês dois no mundo, trate-o com carinho, atenção e com tudo que uma mulher pode oferecer à um homem, sem jogos, sem picuinhas bobas.

E mais importante, ignore qualquer tentativa dela de causar algum frisson em você. Foco no relacionamento e em tudo de bom que ele proporciona.

Agora, se você percebe que existe dúvida na cabeça desse homem, se desfaça do SEU dedo pobre já e dê um pé na bunda dele!

Monik Ornellas

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Olha como eu tenho Atitude!

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Olha como eu falo na cara!
Olha como eu tenho opinião!!


É assim que nossas crianças estão crescendo, aprendendo que atitude é o levantar de um dedo?
Oi??????

Uma coisa que descobri é que, ter atitude não significa usar nenhum tom de voz, muitas vezes uma grande atitude vem do ato de ficar calado. Eu entendo que querer convencer aos outros é o mesmo que querer convencer a si mesmo. Querer demonstrar atitude se mostra para mim uma atitude desesperada na busca de um posicionamento de si mesmo.

Eu já bati muita boca, depois entrei na fase de dar as costas, mas as duas formas eram de uma pessoa que julgava as idéias alheias e acha que que as minhas "eram mais sábias, mais certas e mais verdadeiras", e eram, pra mim. E sempre serão, somente pra mim.

É óbvio que isso não me impede - e nem deveria - de estar aqui escrevendo e compartilhando o que penso, criticando o que vejo, porém, hoje eu entendo que cada um tem sua verdade, e ao mesmo tempo percebo que muitos se vestem de "atitude" quando na verdade não tem nenhuma. São somente um produto, um fake de si mesmo. Eu já fui fake de mim mesma. Falava, falava, mas no fim eu mesma me questionava... será? Mas eu precisa falar alguma coisa, senão o que os outros podiam pensar? Fato, esse é um pensamento de auto-engano e sabotagem da própria autenticidade.

Por isso, entendo que a verdadeira atitude não tem nada a ver com colocar o dedo na cara do outro, ser pseudo-sincero, arrogante, prepotente ou pseudo-sábio (vide Porque minha verdade é "mais melhor" que a sua?). Estamos todos compartilhando nossas pseudo-verdades, reais para os olhos que nos cabem e para a extensão de consciência em que cada um atua.

Eu tenho visto isto. Essa necessidade causticante de mostrar o quanto se tem "atitude". Facebook, twitter, pessoas falando na rua. Todo mundo quer ter uma opinião, se posicionar numa causa, juntar decibéis com palavrões numa falsa química "eu tenho voz".

0 Atitude, 100% Falta de educação.

Não vejo que seja realmente assim na realidade. O que vejo são pessoas muito inseguras na verdade, elas até querem ter atitude, é como uma ânsia dentro delas, algo ao qual elas tem que corresponder e é essa ânsia que vêm fazendo a galera jogar esse monte de frases-recado em seus perfis, twitters ou xingar por nada. Muito bitoladamente-tosco!

Recados indiretos. Jogam-se fraseszinhas e espera-se que a carapaça sirva em pelo menos 60% da platéia-social. Isso não é comunicação e também não é atitude. Atitude é off-topic chegar junto à quem incomoda e mandar a real no salto, rola deletar do perfil ou da vida, agora destilar indiretas, é tosco! Denota claramente a real dificuldade de comunicação do ser, quem faz online, faz pessoalmente e vice versa.

Mandar as pessoas tomarem em %$#@*$#, assim do nada, só porque deu vontade ou ficou de saco cheio da própria timeline? Sei lá, eu entendo que liberdade de "compartilhar" é uma coisa ampla, mas esse comportamento não entra na minha cabeça. Quebra umas pets, xinga, deixa a raiva sair, agora mandar everybody para lugares indesejados do nada = non sense = ridículo.

Desde quando isso é ter opinião???

Não sei quem inventou a idéia que falar palavrão a torto e direito, faz um ser mais.... polêmico, enérgico ou com opinião? Dependendo da colocação do palavrão, eu entendo como mal educado mesmo. E a galera está praticamente 100% mais para mal educada do que politicamente bem colocada.

Mas e aí? Essa é a era do Foda-se: reflexão 0, foda-se na lata 10. Muita mensagem impensada, muita gente com cérebro-caroço-de-ervilha que segue a linha "fale alguma coisa, nem que seja merda enlatada", vide Luíza, BBB ou qualquer notícia de mídia onde as pessoas se bitolam como urubus e repetem trocadilhos como papagaios bem treinados.

É um pensamento do tipo, "se está todo mundo falando, não posso ficar de fora", ficar de fora é como ser um alienado e ser alienado é como estar excluído, não-inserido e a galera tem um pavor inconsciente dessa coisa de "exclusão", que também já virou mote de mídia.

Na verdade, ter opinião própria dá trabalho e queima alguns muitos neurônios, pois é necessário não só contestar e seguir linhas de pensamento diferenciadas, é também buscar novos sentimentos  e cruzá-los com  experiência-respirada.

Por isso cada um de nós tem sua verdade, ou deveria ter, se o povo não tivesse preguiça de criar novas experiências e percepções ao invés de repetir refrões e palavrões à esmo buscando a aprovação da platéia animal-bitolada.

Eu penso, tu pensas... nós expandimos.

Atitude de verdade é um ato pacífico.

Não tem nada a ver com o que as pessoas acham sobre o que você pensa, mas sim como você se sente sobre o que pensa. É quando a gente simplesmente sabe e se conforta na própria verdade, sem necessidade de convencer a quem quer que seja. É se colocar sim, expor a própria opinião sim, sabendo que o outro também tem suas verdades e que o ato de compartilhar é como uma troca de percepções que somente engrandece as partes, porque verdades são auto-conceitos-flexíveis que tendem a crescer quando nos permitimos a ver além do próprio umbigo.

Abraço!
Monik Ornellas

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Relações de Interesse X Relações Interessantes, o que VOCÊ cultiva?

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Eu tomei verdadeiro pavor, aversão, horror a situações toscas com vistas a troca de favores onde há um  interesse explícito ou velado no que outro tenha .



Antes eu achava que era por puro orgulho - também, of course -, mas acontece que comecei a perceber tantos jogos de interesse, que fiquei - segundo minha amiga de Belém - com "abuso" disso.

Conhecer pessoas de forma real é uma experiência muito gratificante, quando estamos abertos a saber o que fazem, porque fazem e trocar idéias e experiências, o que é diferente de conhecer alguém já de olho no que ele/ela podem te prover. Gosto de trocas interessantes, mas detesto interesses escusos. Diga-se por trocas interessantes, qualquer coisa: um olhar, uma palavra, um sorriso, uma papo muito maneiro ou um projeto. Normalmente, quando a coisa é natural, encontramos pontos comuns de ligamento e a partir daí nascem grandes idéias e parcerias.

Mas, o fato que me chama a atenção é  que tenho visto demais essa vibe interesseira  nas ruas e nas relações, seja o guardador de carro que te cobra uma grana pra não fazer nada, o feirante que vende seu produto de acordo com a cara-de-compra do cliente, pessoas deslumbradas com as posses dos outros que colam pra tirar uma casquinha do luxo, entre tantos casos.

É fácil achar um absurdo essas situações, mas as relações de interesse se dão das formas mais simples e muita gente não percebe isso: aquele cara da sua faculdade é um pôia, mas como ele tem dinheiro e normalmente se faz de otário e paga pra todo mundo, tu cola junto pra se dar bem... Uma coisa é você estar sem grana e seu amigo segurar a onda, e quando a situação for inversa a gente chega junto, outra, é você se dar bem numa situação só porque o outro dispõe de MAIS recursos, sejam eles quais forem: dinheiro, contatos, meios, relações, enfim!


Mas é impressionante, como estamos tão, tão cheios dessa galera por aí: micro, meios e mega-aproveitadores, golpistas até. Acham que o outro vai no banheiro e descarrega dinheiro, e como eles, ainda não descobriram o capim que dá essa liga, dão uma ruminada na moita alheia pra ver se pelo menos adubam a própria cova. Fico muito impressionada com essa Geração-Cérebro-de-Mosca que fica rondando os outros pra ver se sobra alguma migalha.

Muito bem. Vamos para o lado bonzinho da coisa: por não ter construído uma percepção dos seus valores e potenciais pessoais, o mané-aproveitador não se sente à altura de uma troca justa com aquele que, para ele, está acima dos seus recursos. Sim, os interesseiros também estão na trupe do mal comportamento por baixa-estima.

Sabe aquele pensamento "se eu não posso ser igual a você, então, eu ferro você", é por aí. Essa coisa de se aproveitar do outro tem um conteúdo de vingança implícito: "Você só serve isso mesmo, ser usado". Nome disso? Despeito. Inveja preta. Baixa estima.

Como pode todo mundo querer ter dinheiro e ser bem sucedido 
se acabam punindo quem tem?
E quando você tiver, também merecerá passar por isso?

A galera que se deixa ser aproveitado, ou, que vive emaranhada nessas relações de interesse e só tem amizades e contatos por intermédio do que pode oferecer.... sinceramente, não é uma vida feliz.

Tenho a sensação que é como viver cercado de vampiros, e você sabe, vampiro não presta atenção à qualidade da sua vitima, ele só quer sugar. Mas muitos desses caras também tem uma estima inconsciente onde ser um saco de sangue para os outros é a única forma de se sentir valorizado e percebido. As pessoas que são comumente acharcadas ou se servem de pastelão, obviamente, desconhecem seu valor e acreditam que servindo de capacho aos outros estarão de alguma forma inseridos Mas, uma vez inserido no grupo como um capacho, capacho você será eternamente amigo, até porque o grupo escolhido não tem interesse REAL na sua pessoa, mas sim no que você pode proporcionar para eles. Acabou o benefício "mútuo", acabou a inserção.

Qualquer ato é válido para "fazer parte de".

Tem muuuuuuuuuuuuuuitos grupos de pessoas assim, dos mais diversos tipos, classes, etnias e jeitos. Grupos onde "aproveitador x aproveitado" sobrevivem numa relação simbiótica. Tem até aqueles grupos onde a regra implícita para estar inserido vêm de uma relação de interesse explícita, vá entender?

Mas bom, já as Relações Interessantes, agregam valor pra todo mundo e tendem a expandir, é muito legal viver isso.

Uma boa rede social é cheia de relações interessantes, onde uma pessoa reforça a outra e quando a corda fica bamba para quaisquer uma das partes, a galera dá suporte à quem está na maré baixa. Sim, existem os que têm mais, os que têm menos, mas essa relação não é vista como uma auto-desvalorização de um em relação ao outro, e sim, como níveis a seres alcançados. Serve mais como um incentivo, do que um alvo de inveja. As partes se admiram, administram e estimulam seus potenciais, o sucesso do outro caminha com o meu porque estamos juntos nos construindo ao longo do caminho, sabendo que toda jornada tem seus percalços e é muito mais fácil trilhar junto que sozinho.



A grande diferença entre Relações Interessantes e Relações de Interesse, é que na relação interessante estamos o tempo todo reforçando o caminho do outro, enquanto espelhamos e ajustamos o nosso, já nas relações de interesses as pessoas não só não caminham, como se afundam na própria mediocridade.

Abraço!

Monik Ornellas

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Sai da frente que eu tô com pressa!

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A pergunta é: O que acontece com o senso de prioridade das pessoas?



Tem uma parada muito estranha acontecendo com a galera, algo quase sinistro, onde a pressa, e quando digo pressa, falo de um comichão quase insano pelo simples ato de esperar pentelhézimos de segundos seja para o que for, pois estamos de uma forma tal que essa impaciência se tornou generalizada e sem filtros.

Anda rolando um senso absurdamente louco de 100% de auto-prioridade onde o povo simplesmente caga para os sensos-comuns de urgência, tipo: Ambulância, você vê alguém saindo da frente de uma ambulância? Agora imagine que é você e sua mãe passando mal que estão dentro dela, é de pirar, né não? Ninguém sai mais da frente amigo, chegar no trabalho, na faculdade ou no cliente é mais importante do que a vida da sua mãe.

Então, senso de prioridade. Essa coisa de prioridade é algo obsoleto, certo? Porque eu não vejo a galera discernindo o que é urgente daquilo que pode esperar (na verdade, tudo pode esperar, mas há um pensamento insano globalizado de que tudo é para ontem), é como uma fome, na verdade é uma fome, insaciável.


O que é a pressa? Porque ela evoluiu para um senso de urgência para toda e qualquer coisa?  Todo mundo faz, faz, faz, corre, corre, corre, pra ver se no fim consegue um tico de satisfação - o elogio do chefe, um aumento, aquele cliente, um beijo do namorado, um olhar, o salário no final do mês -, logo, a pressa é sempre para encontrar algum tipo de regozijo, uma satisfação, um acalento... que nunca chega ou nunca é suficiente.

A pressa é um comportamento tão compulsivo que, você corre tanto para conseguir aquela realização, e quando ela se concretiza, não consegue ficar parado e simplesmente "curtir e integrar" o momento. Rola aquela curtidinha safada, para logo em seguida sair a cata de mais um novo desafio, é preciso estar em movimento... é preciso mais uma cenoura.

Não só se tem pressa para realizar, como se passa pela realização correndo para a próxima. Esse é o comportamento compulsivo da pressa. A pressa gera seres humanos tão superficiais quanto infelizes.

Eu não lido bem com pressa e agitação. Quando fico muito agitada, sento e respiro. A agitação me deixa com a visão nebulosa e não consigo captar a logística das coisas com propriedade. Ás vezes consigo ter uma visão panorâmica dos processos, outras não. Mas a paradinha para a respirada é fundamental independente do resultado obtido. Acho que é isso que acontece com as pessoas, elas não veem o quadro à distância a fim de priorizar, e mais do que tudo, não SE percebem dentro do processo em meio a loucura que se propõem, com isso, vão passando por cima de si mesmas e quem passa por cima de si mesmo, não tem problema em atropelar o coleguinha.




O que vemos nas ruas? Monstros-humanos se digladiando, correndo, brigando para terem 100% das suas necessidades com !!! (alta prioridade) em tempo recorde de realização.

Como estão todos brigando para se auto-atenderem urgentemente, obviamente, falta olhar para o outro. E a falta de olhar para o outro acarreta ausência de gentileza, cordialidade e todas aquelas características que nos fazem mais humanos e menos animais-atrás-da-carniça.

Não há graça numa vida com pressa.

A pressa nos impede de ver e sentir a vida, pois a beleza da vida está na sutil diferença entre as nuances de uma situação para a outra. Não dá para perceber uma nuance com pressa, logo, todas as situações e pessoas se tornam iguais e previsíveis para pessoas com olhar pastel-apressado. É tudo igual, é tudo chato, é tudo feio.

Por esse motivo as pessoas andam tão grossas e impacientes, além de umbiguistas, falta beleza dentro delas. A quantidade e a rapidez nos processos não podem ser mais importantes do que a qualidade deles, e qualidade não rima com pressa. Beleza não rima com pressa, amor não rima com pressa, alegria, menos ainda.

Então, aperte o stop, permita-se respirar fundo, o mundo não vai cair, se você parar por 5 minutinhos para simplesmente apreciar o que há em volta, e há muito o quê apreciar, acredite. Só é preciso prática para descobrir um universo invisível a olhos-corridos, mas, é exatamente esse universo que abre nossa alma e alimenta nossa fome - antes insaciável - de viver.

Abraço!


Ótimo post sobre a Doença da Pressa (fonte: Revista Época).





segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Roubo, logo, sou um Merda.

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Se você rouba, qualquer tipo de roubo, R$1,00, R$ 1 milhão, explicitamente ou por baixo dos panos, não importa...

Roubar é assinar atestado de incapacidade.



Se rouba um R$ 1,00 está dizendo que não é capaz de criar R$1,00, se rouba R$ 1 milhão é a mesma incapacidade elevada a muitos zeros.

O que é roubar? É "pensar" que posso fazer uso de uma propriedade que não construí; É achar que, por alguém ter muito, isso me dá o direito de pegar parte disso, porque tenho pouco; É fazer o que todo mundo anda fazendo como justificativa e é também, e principalmente, me sentir incapaz de construir qualquer coisa; no fim das contas é me sentir um merda.

Quem rouba não tem auto estima e a cada punhado ou centavo roubado, acumula o mesmo valor de descrédito em relação à si mesmo. Não há como fugir disso, porque temos dentro de nós um julgador safado e implacável que contabiliza cada ação que fazemos, faz parte do pacote humano. Você pode nunca o ter ouvido ou sentido, mas creia, ele existe.

A maioria das pessoas acreditam que um ladrão não sente remorso do que faz, mas isso é uma grandíssima mentira. Ser humano algum se sente 100% feliz sabendo que pegou algo que não era seu, mesmo com justificativas. O que acontece é que muitos se enganam durante algum tempo - às vezes muito tempo -achando que o dinheiro compra qualquer coisa, qualquer paraíso e qualquer tipo de felicidade, tudo porque nossa sociedade quer acreditar que só é feliz quem tem muito $$$ e quem pode comprar qualquer coisa.

Mas a felicidade está na construção do caminho e o dinheiro é um bônus dele.

Logo, o mão-leve pula a parte da construção do caminho indo direto para o capítulo de "obter a grana", pelos meios que forem. Com isso, não constrói valores pessoais e percepções que dão o real "valor" ao dinheiro que se ganha, e acaba colocando "seu valor próprio" no dinheiro que rouba, por isso, precisa sempre de mais.

Precisa de mais para continuar acreditando que ele vale alguma coisa, porque no fundo o que habita é um total vazio de conhecimento em relação a si mesmo. Como o dinheiro é a significação de quem ele é, defender o dinheiro é defender a si mesmo, e por esse motivo também, muitos matam por dinheiro, é tipo uma legítima defesa. Entenda, ele está defendendo a própria identidade, perder o dinheiro é como perder a si mesmo.


A forma como o ladrão se vê, não é a mesma de como ele se sente.

Quando o dinheiro acaba ele se sente mal, 
quando coloca a mão numa bolada, se sente o tal. 
Auto estima mediante cifras, sem cifras, sem auto estima. 
Essa não é uma síndrome só do ladrão, é uma síndrome social atual.

É interessante, porque ninguém pensa muito nisso, não dessa forma. Tem uma galera que vive dentro de uma vibe de perdas x ganhos imediatos e acabam achando que roubar é algo trivial, porque todo mundo anda fazendo, mas roubar os outros é roubar de si mesmo, mesmo que ninguém veja ou saiba. Você sabe. Quem rouba, rouba sua própria auto estima, rouba seu merecimento, rouba sua auto aceitação, entre milhões de julgamentos acumulados em relação à si mesmo. E como somos seres sinérgicos, por mais que você tenha um comportamento de "confiança", sua energia exala descrédito.

Tem aqueles que começam a roubar para criar um "equilíbrio" social, justificativa falsa e tosca para uma total falta de percepção do que um ser humano é capaz. Se roubar equilibrasse alguma coisa, a quantidade de roubos que acontecem por segundo no mundo já seriam suficientes para esse equilíbrio, mas não, o que acontece é que as pessoas se sentem cada dia mais miseráveis e essa sensação não tem a ver com dinheiro, mas com o que cultivam internamente como valores pessoais, que aí sim, viabilizam ou não o dinheiro.

Desigualdade social: bullshit!

O que mais enaltece a mim e a você, é saber que somos capazes de criar coisas, projetos, idéias... Não ter a certeza ou a inclinação para essa capacidade, é uma M federal! Qualquer ato leviano não é um ato contra os outros, é contra nós mesmos. Qualquer ato de bondade, paciência, gentileza ou honestidade é ponto em causa própria.

Essa filosofia ignorante de não agir de forma positiva por que "os fulanos" não o fazem, é um comportamento tosco que tem a mesma vibe de perdas x ganhos que o roubo tem, porque quem rouba também se justifica achando que: se ele não fizer, alguém fará.

Os mãos-leve se acham espertos por roubarem os outros. Eles podem ser perspicazes, astutos, maquinadores, mas, espertos? Não. Esperto de verdade, é aquele que usa todas essas qualidades para criar projetos, coisas legais, dormir em paz, sonhar com ideias malucas e usar todo esse potencial para jogá-las no mundo. Esperto é aquele que sabe virar o jogo a seu favor na maestria, é aquele que constrói o caminho e se regozija dentro dele.

Um ladrão pode roubar de um visionário seu dinheiro, mas nunca seu potencial criativo. Quando o dinheiro acaba é como se o ladino tivesse perdido uma perna, logo, tem que roubar outra vez, já o potencial criativo do visionário é ilimitado, quanto mais se usa, mais ele se expande.

O que o ladrão não sabe, é que ele é um visionário, de cabeça pra baixo que amputa as próprias pernas.

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